Crianças com altas habilidades, ao contrário do que muitos pensam, não aprendem instantaneamente, é necessário que haja um apoio especial que consiga direcionar suas habilidades para o aprendizado, o que nem sempre acontece e elas acabam sofrendo para se adaptar ao sistema tradicional, o que pode causar desinteresse e até levá-las a sofre bullying.
Miyuki Yamanaka é uma brasileira de seis anos com altas habilidades, membro de duas sociedades de alto QI, Intertel e Mensa, com mais de 100 livros já lidos e incríveis 140 pontos de QI, com um percentil de 99,6, ela teve dificuldades no início de sua vida escolar, como explica Eliz Yamanaka, mãe de Miyuki.
“A Miyuki foi acelerada para o 1° ano, pois já reconhecia pequenas palavras e todas as letras, no início a novidade foi o ‘beabá’ e as sílabas, pronto, em abril ela já conseguia escrever cartas, mas o restante da turminha até o mês de dezembro não. Desde agosto a pequena estava inventando motivos para não ter de ir à escola e disse sofrer bullying, quando recebi o laudo em dezembro e entendi a velocidade do processamento dela compreendi o sofrimento, ela ficou de abril a dezembro vendo conteúdos exaustivamente repetitivos”
diz sua mãe
Para quem aprende com de forma 96% mais rápida que os amigos é bastante complicado receber o ensino em outro ritmo, tendo que ficar parada em silêncio numa cadeira para não atrapalhar a aula.
Apesar das dificuldades, ao receber o apoio de profissionais para aprender no seu próprio ritmo, crianças com altas habilidades podem ter uma infância feliz, com brincadeiras, proximidade com amigos e família, escola e diversão. No caso de Miyuki, seu maior passatempo é desenhar e escrever, tendo, inclusive, já entregue aos pais um livro escrito por ela mesma.
Sobre Miyuki Yamanaka
Miyuki Yamanaka é uma criança incrivelmente talentosa e muito precoce, com raízes luso-brasileiras e japonesas. Aos seis anos recém completados, ela já mostrou habilidades excepcionais ao obter resultados surpreendentes nos testes de QI, com 140 pontos e um percentil de 99,6. Seus pais relatam que ela começou a andar e falar antes dos 9 meses e a identificar palavras aos 4 anos. Desde então, ela se tornou uma leitora apaixonada, tendo apreciado mais de cem livros infantis e até mesmo escrito um de sua própria autoria.
Fotos: Divulgação. Fonte: Jornal de Brasília.